Livro propõe reflexão sobre os desafios da construção de um Estado inteligente além da transformação digital

Obra de Téo Foresti Girardi, lançada durante o GovTech Summit 2026, defende que a inovação pública depende menos da tecnologia e mais do fortalecimento da capacidade do Estado de responder aos desafios da sociedade

A transformação digital tem ocupado posição central nas discussões sobre a modernização da administração pública. O livro “O Estado Inteligente:por que digitalizar não basta”, lançado em junho pela especialista em inovação pública, fundadora e CEO do GovTech Lab e head do GovTech Summit, Téo Foresti Girardi, propõe uma mudança de perspectiva ao reposicionar o debate sobre inovação pública para além da adoção de ferramentas tecnológicas, destacando a construção de capacidades estatais como elemento central para o futuro da gestão pública.

Ao longo do livro, a autora argumenta que governos inteligentes não são definidos apenas pelo nível de digitalização de seus serviços, mas pela capacidade de compreender problemas complexos, coordenar respostas, utilizar dados com responsabilidade, incorporar inovação de forma contínua e gerar valor público para a sociedade. Com o avanço da inteligência artificial, as crescentes demandas por eficiência e a necessidade de recuperar a confiança nas instituições, a obra propõe uma reflexão sobre como fortalecer o Estado para responder aos desafios contemporâneos.

Segundo Téo, governos inteligentes não são apenas digitalizados. São governos que aprendem, se adaptam, articulam ecossistemas, contratam melhor e lideram mudanças. “Falar de transformação digital e inovação no setor público é falar sobre como agregar mais valor para a sociedade e entregar serviços públicos cada vez melhores”, destaca a autora.

O livro também propõe uma visão estratégica voltada ao fortalecimento da capacidade de decisão, coordenação e aprendizado dos governos. Outro aspecto abordado na obra é o papel dos dados e da inovação como instrumentos para qualificar a formulação de políticas públicas, desde que utilizados de forma responsável e orientados ao interesse coletivo. Para a autora, a construção de um Estado inteligente depende da integração entre tecnologia, liderança, governança e desenvolvimento institucional, permitindo que os governos respondam com maior consistência às demandas da sociedade.

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