Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS terá tecnologia como aliada para a realização de atendimentos de forma ágil e precisa
O governo federal anunciou na quarta-feira (7) a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), uma iniciativa para modernizar o sistema com o uso de tecnologias digitais avançadas, como inteligência artificial (IA) e 5G. O objetivo é oferecer atendimentos mais ágeis, precisos e eficientes na rede pública.
A expectativa do governo é que a incorporação dessas tecnologias reduza em até cinco vezes o tempo de espera por serviços de urgência e emergência no SUS. A rede utilizará inteligência artificial para triagem de pacientes, telemedicina para ampliar o acesso a especialistas e instalará redes 5G em ambulâncias para monitorar dados e sinais vitais dos pacientes em tempo real.
Todos os serviços atuarão em um ambiente digital integrado, com monitoramento contínuo, integração entre equipamentos e sistemas de informação, e ferramentas para antecipar agravamentos no quadro clínico dos pacientes. A sede administrativa da rede ficará em São Paulo.
O projeto foi estruturado para fomentar a cooperação entre profissionais de saúde de diversas regiões, promovendo o compartilhamento de conhecimento e a conexão direta com uma central nacional de pesquisa e inovação.
Estão previstas 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes, automatizadas e interligadas, distribuídas em 13 estados das cinco regiões do país: Manaus (AM), Dourados (MS), Belém (PA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF). O início das operações está previsto ainda para este ano.
Um dos principais pontos da iniciativa é a construção do primeiro hospital inteligente do país, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que ficará localizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).